Aposentadoria na praia: como realizar esse sonho?

Apaixonados por praia vão concordar: não existe receita melhor para relaxar do que brisa do mar, tranquilidade e barulho de ondas. Sempre que possível, dar uma “escapada” para o litoral mais próximo ajuda a repor as energias. Mas você já pensou em uma aposentadoria na praia?

Imagine viver nesse maravilhoso cenário. Parece utópico demais? O objetivo deste post é mostrar que não se trata de um sonho impossível: há pessoas que, uma vez aposentadas, mudam-se para a praia e finalmente vivem a sonhada tranquilidade.

Porém, como nem tudo na vida são flores, é necessário estar atento a alguns detalhes. Se essa ideia parece traduzir o que você deseja para a sua vida, veja nossas dicas para torná-la realidade:

1. Comece a se planejar agora mesmo

De nada adianta passar a vida toda sonhando com a tal aposentadoria na praia e deixar a parte das pesquisas para quando estiver em seus últimos anos de trabalho. Se você deseja essa vida, é necessário começar a conhecer o local desde já. Visite diversas cidades litorâneas e encontre uma que realmente te encante.

A partir daí, passe a frequentá-la mais vezes e descubra todos os segredos que ela guarda. Não pense que explorar o lugar antes da aposentadoria diminuirá a emoção de quando você mudar-se de fato para lá: isso só fará com que seja possível saber exatamente o “terreno” onde se está pisando.

2. Esteja ciente dos custos

É claro que uma vida tranquila também tem o seu preço. E estamos falando no sentido literal da palavra: lembre-se de que você terá que alugar ou comprar um imóvel em outro município e arcar com o custo de vida local.

Estamos acostumados a ouvir que morar na praia é mais barato. Mas, se você vive em um bairro simples na sua cidade e deseja mudar-se para uma área nobre na praia, pode ser que passe a gastar mais do que estava acostumado.

É por isso que o local exato onde você quer residir deve ser levado em conta. Não basta apaixonar-se por ele: é preciso analisar se a opção é compatível com o seu bolso.

3. Defina que tipo de imóvel você deseja

Você quer um apartamento de frente para o mar ou apenas o fato de viver em uma cidade praiana já te faz feliz? É claro que a primeira opção envolve custos maiores (com condomínio, aluguel ou mesmo a própria compra).

Além do bairro, o tipo de imóvel escolhido também influi diretamente no preço. Cabe a você definir suas prioridades.

4. Pesquise sobre o sistema de saúde local

É muito comum que fiquemos tão extasiados com a possibilidade de viver na praia que nos esqueçamos de alguns detalhes importantes, como o sistema de saúde local, por exemplo. É claro que ninguém pensa em ficar doente, mas trata-se de uma condição à qual todos nós estamos sujeitos — e que se torna mais frequente com a idade.

Se o seu plano é viver na praia após a aposentadoria, será preciso, mais do que nunca, contar com um bom atendimento hospitalar. Se você já tem um plano de saúde, veja se há cobertura no município escolhido e analise a possibilidade de transferir.

Por outro lado, se você já utiliza o sistema público de saúde e deseja continuar assim, pense no seguinte: existem hospitais públicos próximos do local onde deseja morar? E qual a condição deles? Será que você terá um bom atendimento em caso de emergência?

Caso a rede pública não seja eficaz no local, já parou para pensar no quanto precisaria investir para contratar um plano de saúde? Todas essas questões devem ser levadas em conta antes de se tomar a decisão de ir para uma região praiana após a aposentadoria.

5. Pense na segurança

Você sabe como anda a segurança pública da cidade onde planeja morar? E não me venha com o argumento de que “a violência tomou conta da vida urbana, mas na praia é diferente”.

Pode até ser que seja, mas isso não é regra. Basta acompanhar os noticiários para perceber o quanto alguns municípios praianos se tornaram violentos nos últimos tempos. E se quem muda para a praia quer conforto e tranquilidade, por que ir viver em um local onde seja necessário redobrar os cuidados com a segurança?

Faça uma pesquisa sobre a incidência de ocorrências no local e tire suas próprias conclusões. Não há motivo para colocar sua segurança em jogo: existe uma vasta gama de cidades a serem escolhidas e, certamente, você encontrará uma mais segura.

6. Preserve sua vida social

Se você já está caminhando para a terceira idade, é provável que o seu grupo de amigos também esteja. Vocês frequentam algum grupo voltado para este público?

Caso tenham esse hábito, lembre-se de que mudar de cidade também significa afastar-se fisicamente de algumas pessoas. Por mais que a amizade continue (afinal, hoje em dia, com a internet, é fácil manter o contato), você não terá mais a oportunidade conviver e envolver-se em atividades de lazer com esses amigos.

Por outro lado, haverá a oportunidade de fazer novos amigos e participar de grupos locais. Mas a pergunta é: esses grupos existem? Mudar-se para um município onde a maioria dos moradores são estudantes, por exemplo, fará com que você fique deslocado.

E de nada adianta viver no litoral e não ter nenhum acesso ao lazer. Por mais que você ame ficar na praia, se não tiver contato com pessoas que tenham interesses parecidos com os seus, uma hora o tédio vai falar mais alto.

7. Seja engajado

Você é engajado? Costuma participar de projetos sociais em sua cidade atual? Por que não manter a prática ao mudar de local?

Informe-se sobre quais são os projetos sociais disponíveis na região de destino e comece, agora mesmo, a pensar em atuar neles assim que fizer a mudança. Manter esse hábito fará com que você faça a diferença na vida das pessoas — e ainda reforce o seu papel social. Todo mundo sai ganhando.

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